quinta-feira, 26 de março de 2015

Posted: 25 Mar 2015 06:39 AM PDT
Proposta vencedora: Exhibition Space. Cortesia de UNESCO       
Proposta vencedora: Exhibition Space. Cortesia de UNESCO

Mês passado, o escritório da UNESCO no Afeganistão, em colaboração com o Ministério da Informação e Cultura do país, anunciou a proposta vencedora para o Centro Cultural de Bamiyan. Uma equipe argentina, liderada por Carlos Nahuel Recabarren, Manuel Alberto Martínez Catalán e Franco Morero, foi selecionada entre 1.070 propostas enviadas de 117 países. Agora, todos os projetos podem ser vistos na galeria online do Centro Cultural em Bamiyan, onde permanecerão disponíveis por três meses. "O concurso superou as expectativas e contribuiu para criar uma imagem nova e positiva da cultura no Afeganistão. Essa exposição busca mostrar o extraordinário esforço que a comunidade arquitetônica e cada participante realizou para esse concurso", escreveu a UNESCO.
Com generoso auxílio financeiro da República da Coreia, o centro cultural será construído no terreno adjacente ao Sítio Arqueológico de Bamiyan, tombado pelo Patrimônio Mundial, e busca promover a arte, a história, a música e a interação comunitária. Ao avaliar as propostas, o júri, composto por sete membros, focou em "princípios de projeto que enfatizassem a inovação, as necessidades comunitárias, a consciência ambiental, a sustentabilidade e a conexão com a paisagem natural e cultura do Vale Bamiyan."
Veja a seguir algumas das propostas mais interessantes e incomuns enviadas ao concurso. Na galeria online os projetos podem ser procurados pelo número de ID, líder da equipe ou país de origem.

BCC2947 Líderes da equipe: Lorenzo Baldini, Omar Baldin; Reino Unido. Cortesia de UNESCOBCC2445 Líderes da equipe: Jinhee Park, John Hong; EUA. Cortesia de UNESCOBCC1692 Líderes da equipe: Jérôme Chiarodo, Julien Gougeat; França. Cortesia de UNESCOBCC2031 Líderes da equipe: Gilbert Berthold, MArch; Áustria. Cortesia de UNESCO


BCC2788 Líderes da equipe: Dan Choi, Dan Choi; EUA. Cortesia de UNESCO     

  BCC2788 Líderes da equipe: Dan Choi, Dan Choi; EUA. Cortesia de UNESCO


BCC2828 Líderes da equipe: Gilles Retsin; Reino Unido. Cortesia de UNESCO     
 BCC2828 Líderes da equipe: Gilles Retsin; Reino Unido. Cortesia de UNESCO


BCC2031 Líderes da equipe: Gilbert Berthold, MArch; Áustria. Cortesia de UNESCO      
BCC2031 Líderes da equipe: Gilbert Berthold, MArch; Áustria. Cortesia de UNESCO


BCC2947 Líderes da equipe: Lorenzo Baldini, Omar Baldin; Reino Unido. Cortesia de UNESCO       
 BCC2947 Líderes da equipe: Lorenzo Baldini, Omar Baldin; Reino Unido. Cortesia de UNESCO


BCC2565 Líderes da equipe: Luca Battisti, Pavel Rak; França. Cortesia de UNESCO      
BCC2565 Líderes da equipe: Luca Battisti, Pavel Rak; França. Cortesia de UNESCO


BCC2445 Líderes da equipe: Jinhee Park, John Hong; EUA. Cortesia de UNESCO          
BCC2445 Líderes da equipe: Jinhee Park, John Hong; EUA. Cortesia de UNESCO


BCC1692 Líderes da equipe: Jérôme Chiarodo, Julien Gougeat; França. Cortesia de UNESCO       
BCC1692 Líderes da equipe: Jérôme Chiarodo, Julien Gougeat; França. Cortesia de UNESCO


BCC2483 Líderes da equipe: Nicolas Gustin, Maxime Rousse; Noruega e Japão. Cortesia de UNESCO     
BCC2483 Líderes da equipe: Nicolas Gustin, Maxime Rousse; Noruega e Japão. Cortesia de UNESCO


BCC743 Líderes da equipe: Matevz Granda, Nina Granda; Eslovênia. Cortesia de UNESCO     
BCC743 Líderes da equipe: Matevz Granda, Nina Granda; Eslovênia. Cortesia de UNESCO


BCC1976 Líderes da equipe: Ko Nakamura; Japão. Cortesia de UNESCO     
BCC1976 Líderes da equipe: Ko Nakamura; Japão. Cortesia de UNESCO


BCC479 Líderes da equipe: Alireza Sakha; Irã. Cortesia de UNESCO   
 BCC479 Líderes da equipe: Alireza Sakha; Irã. Cortesia de UNESCO


BCC1463 Líderes da equipe: Ali Andaji Garmaroodi; Irã. Cortesia de UNESCO      
BCC1463 Líderes da equipe: Ali Andaji Garmaroodi; Irã. Cortesia de UNESCO


BCC2169 Líderes da equipe: Jorge Valcarcel Cavalle, Lihao; China e Reino Unido. Cortesia de UNESCO     
BCC2169 Líderes da equipe: Jorge Valcarcel Cavalle, Lihao; China e Reino Unido. Cortesia de UNESCO


BCC521 Líderes da equipe: Branislav Redzic, Dragan Ivanovic; Sérvia. Cortesia de UNESCO     
 BCC521 Líderes da equipe: Branislav Redzic, Dragan Ivanovic; Sérvia. Cortesia de UNESCO


BCC524 Líderes da equipe: ALBERTO MORELL SIXTO, ISMAEL AMAROUCH GARCIA; Espanha. Cortesia de UNESCO     
 BCC524 Líderes da equipe: ALBERTO MORELL SIXTO, ISMAEL AMAROUCH GARCIA; Espanha. Cortesia de UNESCO
Veja todas as propostas aqui.


 

Cita:Watkins, Katie. "Veja todas as 1.070 propostas para o concurso do Centro Cultural de Bamiyan promovido pela UNESCO" [View All 1,070 Entries for UNESCO’s Bamiyan Cultural Centre Competition Online] 24 Mar 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Romullo Baratto) Acessado 25 Mar 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/764287/veja-todas-as-70-propostas-para-o-concurso-do-centro-cultural-de-bamiyan-promovido-pela-unesco

Empresa pernambucana torna-se referência em transportes sustentáveis





Tiago Reis, para o Procel Info
Pernambuco – De projeto que começou de forma embrionária, em 2009, a um dos maiores sucessos em transporte público em grandes cidades. É dessa forma que o Grupo Serttel se consolidou num mercado, até então pouco explorado. Com soluções inovadoras, a empresa conseguiu aliar em um só produto lazer, transporte, sustentabilidade e energia limpa. A rede de alugueis de bicicleta mantida pela empresa pernambucana em 14 cidades do Brasil e Argentina, virou sinônimo transporte rápido e preocupação com o meio ambiente. 

Iniciado em 2009, na cidade do Rio de Janeiro, o projeto de compartilhamento de bicicletas sempre visou manter a sua preocupação com a sustentabilidade. Desde aquela época, as estações, que hoje chegam a 690, foram projetadas para gerar a própria energia que consome. Por meio de painéis solares, instalados nas proximidades das estações, a energia é gerada e armazenada em baterias para o funcionamento noturno do sistema, que opera 24 horas por dia. 
Segundo o diretor de tecnologia da Serttel, Alberto van Drunen, as estações foram concebidas para ter o menor consumo de energia possível. Ele revela que toda a tecnologia utilizada na concepção das bicicletas, estações, gestão de energia e os sistemas de automação e controle operacional foram desenvolvidos pelo grupo. 
Drunen esclarece que o consumo de cada estação é de cerca de 10 kWh por mês, sendo que toda a energia utilizada é proveniente dos paineis solares, sem necessidade de comprar a energia disponibilizada pelas distribuidoras. 
“Nosso projeto previu um consumo bem pequeno que viabilizou o uso de painéis solares. Como nossa estação consome pouco menos que 10kwh/mês, a energia produzida é acumulada em baterias e usadas na própria estação, o que permite toda a operação noturna”, ressalta Drunen. 
Atualmente, o projeto está operando nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Santos, Sorocaba, Aracajú e Petrolina, sempre em parceria com o poder público municipal. Devido a boa aceitação no mercado brasileiro, o sistema já começa a ser implantado em outros países. Buenos Aires e Rosário, na Argentina, manifestaram interesse e desde março o sistema opera de maneira experimental nas duas cidades. 
Mesmo com o rápido sucesso entre a população, Alberto van Drunen revela que, no Brasil, o financiamento para projetos voltados para a área de sustentabilidade e inovação na área energética ainda são muito restritos, mesmo com esses dois temas ocupando uma posição de destaque nos últimos anos. Com exceção do patrocínio de um grande banco e de apoiadores regionais, são poucas as linhas de financiamento disponíveis para o setor.

“Nós entendemos que o mercado de soluções sustentáveis para a mobilidade é uma tendência irreversível e por isso nossa estratégia é buscar este mercado com soluções inovadoras e focadas na nossa realidade. Não existem incentivos específicos para este segmento, mas buscamos nas fontes de fomento e apoio ao desenvolvimento tecnológico como FINEP, BNDES, sempre que possível, nos enquadrarmos em potenciais fontes de recursos ou financiamentos para projetos de P&D”, pondera Drunen. 

Entre as inovações que a empresa espera colocar em prática está a de um sistema de compartilhamento de carros elétricos. Bastante utilizados em países da Europa, China e Japão, o modelo brasileiro é inspirado no sistema de aluguel de bicicletas. 
Em parceria com a Porto Digital, a Serttel opera desde dezembro de 2014, no Recife, um projeto piloto de compartilhamento de veículos movidos a energia elétrica. Apesar de ainda estar restrito a três estações, na área do Recife Antigo, o serviço está tendo boa aceitação e, em breve, deve ser ampliado para outras áreas da cidade. 
Cada estação funciona com um veículo e uma base de alimentação de energia elétrica. Cada carro possui autonomia para rodar 120km com a bateria totalmente carregada, podendo chegar a uma velocidade máxima de até 60 km/h. Drunen esclarece que o funcionamento destes carros é semelhante aos veículos compactos tradicionais nos quesitos de torque e aceleração. As diferenças ficam por conta do ruído do motor, praticamente inexistente, e o tempo de carga da bateria, que em média, dura seis horas. 
Os primeiros resultados do projeto implementado no Recife começam a chamar a atenção de outros municípios brasileiros. Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro já estão com estudos avançados para colocar um sistema de compartilhamento de carros elétricos em breve. No caso da capital carioca, o sistema seria colocado em prática no ano que vem, dentro das medidas de sustentabilidade dos Jogos Olímpicos de 2016. Mesmo com o sucesso em outros países e o interesse cada vez maior das cidades brasileiras, Drunen salienta que para o Brasil avançar nesta área é necessário que políticas públicas de incentivo e disseminação sejam colocadas em prática. 
“Podemos dizer que a aceitação de sistemas como estes estão se mostrando viáveis, os veículos podem se adequar ao serviço, mas que para atingirmos um ponto de equilíbrio e favorecer a viabilidade econômica, será necessário que o pais avance em políticas de incentivo ao uso e disseminação do veículo elétrico. Há muito o que percorrer neste campo, para chegarmos no patamar que estão os países asiáticos e europeus, onde os incentivos são fundamentais para a que os veículos elétricos e consequentemente sistemas de compartilhamento se transforme em realidade, conclui Alberto van Drunen.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Publicada decisão que restaurou vigência da Resolução Nº 51


Exibindo



Foi publicado no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região o acórdão da 8ª Turma, que restabelece a validade e a vigência da Resolução nº 51 do CAU/BR. A Resolução define as atividades que só podem ser realizadas por arquitetos e urbanistas, entre essas o projeto arquitetônico nas mais diversas modalidades. A decisão deu provimento ao agravo de instrumento impetrado pelo CAU/BR, contra a liminar concedida à Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC), que suspendia a vigência da Resolução nº 51.

A ementa da decisão esclarece que estando “reconhecida a legalidade e a legitimidade da Resolução CAU/BR 51/2013 — uma vez que está amparada pelas diretrizes da Lei 12.378/2010 —, não se faz necessária a edição de resolução conjunta para validar matéria previamente regulada em legislação específica”.Leia aqui a íntegra.
No recurso, o CAU/BR argumentou que a ação proposta pela ABENC baseia-se na Lei 5.194/1966 e na Resolução 218 do CONFEA, que atribuem ao engenheiro a elaboração de “projetos” de modo genérico, enquanto a Resolução nº 51 trata de “projetos arquitetônicos”. Dessa forma, a Resolução do CAU/BR, que seguiu a Lei 12.378/2010, não contradiz norma do CONFEA, inclusive porque a Resolução CONFEA 1.010/2005 já previa que a concepção e execução de Projetos de Arquitetura seria de incumbência do arquiteto.
O CAU/BR também vem argumentando que, diferentemente do entendimento da ABENC, a suspensão da Resolução nº 51 pode, sim, expor o usuário ao risco da elaboração de projeto arquitetônico por profissional não qualificado, que não se aprofundou, ao longo do curso de graduação, nessa atividade.
O Juiz Federal Mark Ychida Brandão, substituindo o relator Desembargador Marcos Augusto de Souza, havia votado pela manutenção da decisão que suspendia a vigência da Resolução 51. O Ministério Público, por sua vez, defendeu a tese do CAU/BR. Ao julgar, a Desembargadora Maria do Carmo Cardoso, presidente da 8ª. Turma divergiu do relator e votou pelo provimento do agravo de instrumento. O Desembargador Novely Vilanova, que completa a Turma, acompanhou a presidente, resultando no provimento do recurso, o que significa que a Resolução 51 teve sua vigência plena restabelecida.
O CAU/BR vem sendo representado junto ao TRF-1 pelos advogados Carlos Medeiros, chefe de sua Assessoria Jurídica, e Carlos Mario Velloso Filho.



OUTRAS AÇÕES – No Estado de Santa Catarina, o CREA/SC propôs uma Ação Civil Pública em que pediu a inconstitucionalidade do § 1° do art. 3° da Lei n° 12.378. O referido inciso diz que o “CAU/BR especificará as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas”. O pedido do CREA/SC foi acolhido, mas o CAU/BR recorreu e obteve o efeito suspensivo da decisão, ou seja, a Resolução nº 51 também continua valendo em Santa Catarina. No Estado do Paraná, o CREA/PR também entrou com uma ação contra a Resolução nº 51,que foi julgada improcedente pela Justiça.



Publicado em 23/03/2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Dia Mundial da Água



Hoje, dia 22 de março, é o Dia Mundial da Água, data comemorativa criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992, para concentrar e incentivar a discussão de assuntos relacionados o tema em todo a planeta. 
Aproveitamos essa oportunidade, e todas as notícias que temos acompanhado sobre a falta d´água em diversos pontos do país, para mostrar a importância que o arquiteto tem e como ele pode colaborar com a economia deste que é um de nossos bens-naturais mais valiosos. 
Confira soluções práticas que você pode (e deve) incluir em seus projetos.



Cisternas 
A cisterna ou reservatório de armazenamento é o principal elemento de um projeto que armazena águas pluviais, para servir de reuso. As cisternas tem variação de volume e material, podendo ser construída in loco em alvenaria ou comprada pré-fabricada. 
Aplicações da água da cisterna oriundas de água de chuva: 
- Descargas de vasos sanitários;  
- Irrigação de hortas e jardins; 
- Sistemas de refrigeração; 
- Combate a incêndio; 
- Lavagem de pisos e roupas sujas;



Torneiras 
O arquiteto pode especificar torneiras com temporizador, que diminuem o risco de torneiras serem esquecidas pingando, pois fecham automaticamente. 
A versão com sensor infravermelho libera apenas 0,25 litro por ciclo/médio. A opção de sensor de toque possui dispositivo, que quando é ativado libera 0,5 litro por ciclo/médio. E há também as que são acionadas por pressão, que liberam 1 litro por ciclo/médio. As torneiras convencionais gastam cerca de 30% a mais de água por ciclo/médio. 
Válvulas de descargas 
Os modelos tradicionais precisam de cerca de 15 litros de água, mas no mercado é possível encontrar válvulas que gastem no máximo 6 litros de água por acionamento, e as que possuem dois acionamentos diferentes acionamentos para resíduos líquidos e sólidos disponíveis em duas versões: para caixas acopladas e para parede.


Reformas 
Além de implantar uma nova cisterna, o arquiteto pode detectar vazamentos desde a entrada da água no cavalete. É possível instalar redutores de vazão em torneiras e chuveiros e arejadores que misturam ar à água e diminuem o fluxo, mas aumenta a sensação de volume d´água. Uma torneira comum gasta, em média, entre 14 e 25 litros de água por minuto, enquanto uma com arejador gasta entre 6 e 10 litros. 
Torneiras 
Torneiras pingando causam grandes desperdícios de água. A troca do vedante da torneira é rápida e barata. 
Bacias sanitárias 
Jogue pó de café na bacia e fique observando. Caso o pó não fique depositado no fundo da bacia, pode existir um vazamento.



Tubulação 
Uma maneira simples de verificar se há vazamentos em sua casa é fechar todos os produtos que consomem água e esperar a caixa d'água encher. Depois disso verifique se o hidrômetro está girando. Se sim, existem vazamentos na tubulação ou nos produtos.


Deca© possui mais de 300 soluções que asseguram a economia de água capazes de auxiliar seu projeto, com produtos que não abrem mão do design. Nesta ocasião, destacamos o programa ProÁgua, com ele, o MASP (Museu de Arte de São Paulo) reduziu, só no primeiro mês de implantação (entre junho e julho de 2013) mais de 40% do consumo de sua água.

© Pedro Kok    
© Pedro Kok

O museu, que recebe cerca de duas mil pessoas por dia, utilizava em média 1.700 m³ de água ao mês, passando para 998 m³.  Se a média se mantiver o MASP terá economizado cerca de 9.000 m³ de água/ano, o equivalente a 3,3 piscinas olímpicas.
Após um completo estudo de necessidades, o Deca|ProÁgua interviu no MASP com ações simples como a instalação de medidores de consumo em banheiros, espelhos de água, sistema de ar condicionado e restaurante. Depois, os mecanismos das válvulas de descarga e de bacias sanitárias foram trocados, bem como a substituição de torneiras tradicionais pelas de fechamento automático.

Sobre o Deca|ProÁgua. 
Contando com ampla estrutura, o Deca|ProÁgua desenvolve suas ações em módulos e a quantidade e o tipo são determinados em função da situação encontrada na edificação por meio de análise. Esse é um programa contínuo onde a sensibilização dos usuários em conjunto com o monitoramento do consumo, a instalação de tecnologias economizadoras e a manutenção da edificação, constituem a base para o seu sucesso. Quer conhecer melhor esse projeto? Clique aqui.


Clique e conheça mais detalhes dos produtos economizadores. 
Para mais informações, entre em contato através do e-mail:engenhariadeaplicacoes@deca.com.br ou em vá diretamente emDeca.

Para te inspirar, selecionamos alguns dos projetos publicados no ArchDaily Brasil que trazem soluções interessantes de economia e reaproveitamento da água: 

 
Fonte:Materials. "Projetar considerando a economia de água" 22 Mar 2015. ArchDaily Brasil. Acessado 22 Mar 2015. http://www.archdaily.com.br/br/764221/projetar-considerando-a-economia-de-agua-saiba-como

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Metrô do Rio de Janeiro




O livro, de autoria da arquiteta e pesquisadora Eliane Guedes, remonta a história por trás da implementação do sistema metroviário do Rio de Janeiro



  • A arquiteta e pesquisadora Eliane Guedes remonta a história por trás da implementação do sistema metroviário da capital carioca no livro “O Metrô do Rio de Janeiro: interesses, valores e técnica em projetos estruturais de desenvolvimento urbano”, publicado pela Letra Capital Editora.
    A obra de 294 páginas percorre todo o processo, que durou mais de cinco décadas, desde o primeiro projeto (1928) e a decisão formal (1968) até sua inauguração em 1979, quando operavam quatro quilômetros de trilhos. Nesse contexto, a autora analisa a trajetória institucional percorrida e pontos-chave como as políticas de transporte e mobilidade urbana da época, os diferentes traçados propostos para as linhas, sua construção e financiamento.
    Para enriquecer essa reconstituição, alguns dos personagens envolvidos no processo foram entrevistados, como agentes públicos, dirigentes da Companhia do Metrô do Rio de Janeiro, representantes da imprensa, da construção civil e do mercado imobiliário, entre outros.
    Estruturado em oito capítulos, o livro ainda resgata a história político-administrativa da cidade; relata a evolução dos deslocamentos e do transporte público; assim como discute hipóteses sobre as questões determinantes para implantação do Metrô.
    Resultado da tese de doutorado da arquiteta Eliane Guedes na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), em 2009, a obra faz parte da Coleção “Metrópoles: teses e dissertações”, do Observatório das Metrópoles.

  • Eliane Guedes é arquiteta formada pela FAU-USP em 1974. Possui mestrado em Planejamento Urbano e Meio Ambiente pela Universidade da Califórnia do Sul em 1979, assim como Mestrado Profissionalizante no Instituto de Urbanismo de Paris (IUP) da Universidade de Paris, em 1982.

  • O METRÔ DO RIO DE JANEIRO
    Autoria Eliane Guedes
    Publicação Letra Capital Editora
    294 páginas – português
    O download gratuito da obra pode ser feito aqui!
Fonte: http://www.arqbacana.com.br/internal/arq!ler/read/14510/o-metr%C3%B4-do-rio-de-janeiro

sábado, 21 de março de 2015

Carta de Atenas



A Carta de Atenas é um documento de compromisso, datado de 1933, redigido e assinado por grandes arquitetos e urbanistas internacionais do início do século XX, entre os quais se destaca Le Corbusier. A Carta foi redigida como conclusão do Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos de Monumentos Históricos que teve lugar em Atenas, na Grécia, em outubro de 1931. Ao dar linhas de orientação sobre o exercício e o papel do urbanismo dentro da sociedade, serviu de inspiração à arquitetura contemporânea.

No início do século XX, começaram a ter lugar uma série de reuniões e conferências com o objetivo de identificar os itens fundamentais que dariam forma a uma conceção comum do conceito de cidade. Dessa forma, urbanistas e arquitetos de renome fizeram um diagnóstico da situação das cidades, identificando debilidades e problemas, bem como as respetivas soluções. Foram redigidas normas a respeitar a partir de um diagnóstico prévio. O grupo de especialistas analisou 33 cidades de diferentes latitudes e climas do mundo de forma a responder aos problemas causados pelo rápido crescimento dos centros urbanos, nomeadamente, devido à mecanização e às mudanças nos sistemas de transportes.

Considera-se que a Carta de Atenas assentava em quatro funções básicas na cidade: habitação, trabalho, diversão e circulação. A Carta de Atenas propunha, em termos sociais, que cada indivíduo tivesse acesso às alegrias fundamentais, ao bem-estar do lar e à beleza da cidade.
Em 1998, foi elaborada pelo Conselho Europeu de Urbanistas a Nova Carta de Atenas. Associações e institutos de urbanistas de países da União Europeia uniram-se no Conselho Europeu de Urbanistas, composto por representantes de Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália e Reino Unido. Este grupo começou a reunir regularmente a partir de meados de 1995 e no início de 1998 apresentou a redação da Nova Carta de Atenas. Esta pretendeu ser mais adequada às gerações vindouras do que a de 1933, dando o papel principal ao cidadão na hora de tomar decisões organizativas. 
Segundo a nova carta, a evolução das cidades deve resultar da combinação de distintas forças sociais e das ações dos principais representantes da vida cívica. O papel dos urbanistas profissionais passou a ser o de proporcionar e coordenar o desenvolvimento.


Texto: CARTA DE ATENAS

sexta-feira, 20 de março de 2015

Em Busca de uma Arquitetura Sustentável para os Trópicos

Exibindo



O livro Em Busca de uma Arquitetura Sustentável para os Trópicos de Oscar Corbella e Simos Yannas, lançado em 2003, parte da conclusão de que a maioria das construções atuais nas regiões tropicais não garantem conforto térmico aos seus usuários. São apresentadas propostas de soluções, descrevendo de maneira objetiva, os conceitos de física aplicada necessários à construção de prédios ecologicamente corretos.   Resenha: Antigamente, a arquitetura estruturada através da experiência de sucessivas gerações, que buscavam as condições ideais de construir e morar, era igualmente disponível a todas as camadas da sociedade. Hoje, nas grandes cidades, onde todos moram mal, à míngua de soluções lógicas, baratas e acessíveis, busca-se insistentemente a diferenciação qualitativa e soluções imaginativas. Corbella se propõe ensinar princípios em prol de uma arquitetura sustentável nas regiões tropicais. Ele relata análises feitas em pesquisas em prédios para determinar seus atributos de conforto, por uma equipe de professores e alunos da FAU/UFRJ e da AASA de Londres. Descreve e analisa também outros exemplos e mostra como usar os conceitos naturais na arquitetura e porque se devem empregar determinadas estratégias para conseguir um projeto arquitetônico com conforto ambiental em clima tropical. Estudam-se as conseqüências da energia solar sobre o edifício e como praticar seu controle, os efeitos da inércia térmica e os benefícios da ventilação sobre os usuários, quais os cuidados para obter uma boa iluminação natural e amortecer o ruído excessivo.

                                                                                                                                                             Books Google   Editorial Revan

quinta-feira, 19 de março de 2015

Uma perspectiva crítica da cidade modernista


favelasprojetadas2-01


As cidades do século XIX passavam por problemas de saúde e salubridade. As ruas abrigavam pessoas, carruagens e cavalos. A partir de meados do século XIX a cidade de Paris passa pela reforma de Haussmann que sobre a ótica positivista trouxe o saneamento em larga escala para a cidade. Além disso, Paris passou a ter largos boulevares que tinham a função de controlar as revoltas e manifestações que ocorriam na cidade.
Quase um século depois, em 1933 surge a carta de Atenas que inaugura o movimento modernista. Daí surge o urbanismo modernista que a dá prosseguimento ao positivismo e remodela a cidade visando o bem estar do ser humano, mais especificamente no sentido da iluminação natural e na ventilação. Nesse ponto o urbanismo modernista tinha como foco o homem.
O urbanismo modernista trata a cidade como um meio que precise de ordem e para que isso ocorra, se define 4 funções básicas para a cidade : Morar, trabalhar, cultivar o espírito e circular. A cidade é definida em áreas monofuncionais, em que a circulação interliga as outras três funções. Circulação esta regida por automóveis, tempos modernos exigiam velocidade e eficiência.
No entanto o modernismo teve que lidar com a cidade construída, existente. Portanto para que a cidade modernista surgisse, era preciso apagar o passado e surgir com o novo. O urbanismo modernista, juntamente com a arquitetura apagou uma parte do passado; a segunda guerra mundial apagou outra. No entanto parte de um passado permaneceu, o urbanismo modernista não conseguiu apagar o velho e deve que conviver num espaço de diferentes tempos.
A cidade de Brasília é uma exceção já que foi uma cidade totalmente projetada a partir do “nada” em termos de ocupação anterior a construção da cidade, sendo assim a reprodução mais fiel do urbanismo modernista no mundo. Brasília recria as super quadras, com padrões de ocupação definidos e o uso da terra como uso coletivo e, portanto de todos. Além disso, no plano da cidade havia uma mistura de classes sociais morando nas superquadras trazendo uma diversidade social imprescindível para o bem estar público.
No entanto a separação das funções criou duas Brasílias: uma na escala monumental para o automóvel e outra da escala agradável nas super quadras. Mas fazendo isso a cidade perdeu sua vida urbana já que vida na cidade ocorre nos espaços entre os edifícios e nos espaços vazios e de funções misturadas na cidade. Projetaram-se espaços generalistas demais, onde pode ocorre tudo e o nada. O nada prevaleceu. A cidade não foi feita para as pessoas, mas sim e exclusivamente para o automóvel. Tudo isso em nome de um padrão de homem idealizado, algo que nunca ocorreu.
E por fim o planejamento rígido da cidade, ao invés de estimular a diversidade social, a excluiu e assim nascem as cidades satélites que crescem desordenadamente em volta da capital. Essas foram as consequências que geraram a derrota de um modelo urbanístico que fracassou e nos custa caro reproduzi-lo até hoje.
 *foto: iwan baan iwan.com

quinta-feira, 12 de março de 2015

Coordenação Modular

Na coordenação modular, o termo módulo significa precisamente "medida de 10cm". Mas na linguagem em geral e também coloquialmente entre arquitetos e engenheiros, esse termo tem outros significados sedimentados pela história e pelo uso. Aqui trata-se de desfazer esses mal-entendidos no que diz respeito à coordenação modular.


O que importa na coordenação modular é a repetição de uma medida, não a repetição de um elemento. Os objetos abaixo não são modulares no sentido da coordenação modular.



Moradia estudantil da Faculdade de Medicina da Universidade de Louvain (Bélgica), projetada por Lucien Kroll em 1970. O edifício é coordenado modularmente, o que favorece a diversidade e a flexibilidade das divisões internas e dos fechamentos externos.


Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), projetada por equipe da UFMG em 2000. O edifício não é coordenado modularmente, embora haja repetição de elementos construtivos e racionalização dimensional.

Na coordenação modular, o termo módulo significa precisamente "medida de 10cm". Mas na linguagem em geral e também coloquialmente entre arquitetos e engenheiros, esse termo tem outros significados sedimentados pela história e pelo uso. Aqui trata-se de desfazer esses mal-entendidos no que diz respeito à coordenação modular.

O que importa na coordenação modular é a repetição de uma medida, não a repetição de um elemento. Os objetos abaixo não são modulares no sentido da coordenação modular.




O equívoco mais comum é a idéia de que coordenação modular seria o mesmo que a repetição de determinado elemento construtivo. Diz-se que uma edificação é "modular" quando a repetição de elementos materiais ou espaciais (em geral relativamente grandes) é evidente e determina o projeto. Por extensão, muitos profissionais entendem a expressão coordenação modular como "composição de elementos iguais", "racionalização de componentes predefinidos", "projeto com partes pré-fabricadas" etc. Ora, uma construção pode ter repetição de elementos sem ser coordenada modularmente (como é comum na construção civil brasileira) e, inversamente, pode ser coordenada modularmente sem ter elementos construtivos repetidos. De fato, a coordenação modular torna possível unir elementos muito variados, sem perdas e retrabalho. Na realidade, a coordenação modular é fundamentada na repetição de uma pequena medida (o módulo de 10cm), não na repetição de um objeto ou espaço.

Na coordenação modular, o módulo tem 10cm, não uma medida ordenadora qualquer.



Outro significado corriqueiro do termo módulo é o de "medida geratriz de um projeto". Esse significado comparece nos tratados clássicos de desenho e composição, e é revisitads por Le Corbusier com seu Modulor. Também quando se diz que o tijolo foi utilizado como módulo da construção, é esse o significado aludido. Porém, na coordenação modular, o módulo básico é de 10cm. Equacionar cuidadosamente a combinação de elementos numa medida qualquer não é coordenação modular.

A coordenação modular, pode ser usada em qualquer construção, não é o mesmo que pré-fabricação, nem é exclusiva dos pré-fabricados.
Na língua inglesa, modular building e, especialmente, modular housing, modular home e termos similares significam "pré-fabricação". A coordenação modular de fato foi criada com o intuito de compatibilizar elementos industrializados entre si e com outros elementos, produzidos no canteiro. Mas ela não é, de modo nenhum, exclusivamente aplicada a processos industriais, nem implica sistemas construtivos fechados ou dependência de um único fabricante. Na verdade, a coordenação modular facilita unir pré-fabricação e técnicas construtivas tradicionais, assim como facilita unir elementos de fabricantes diversos.


http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/index.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Distrito Federal redivido em sete macro regiões


mapa do df



Por Chico Sant’Anna
O Distrito Federal tem um novo mapa geopolítico. Decreto do governador Rodrigo Rollemberg, de 2/1, nomeou sete super administradores regionais para dirigir as 31 regiões administrativas até então existentes.





https://chicosantanna.wordpress.com/2015/01/05/rr-redivide-o-distrito-federal-em-sete-macro-regioes/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

PPCUB e LUOS retirados da CLDF


Rollemberg cumprimenta secretarios de Estado antes de discursar na primeira sessao ordinaria da Câmara Legislativa (Foto: Mateus Rodrigues/G1)


Enfim, após uma luta de quase quatro anos, a sociedade de Brasília foi ouvida e no último dia 5 de fevereiro de 2015, quinta-feira, foi pedida à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a retirada dos projetos de Lei do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e da Lei de Uso e Ocupação do Solo do DF (LUOS) .
O grupo Urbanistas por Brasília continuará monitorando os temas e espera que a gestão do solo do DF e da área tombada continue norteada pelo bom senso da nova gestão local e ocorra de forma técnica, democrática, transparente e responsável, em consonância com a importância de nossa cidade.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, enviou à Câmara Legislativa um pedido para que sejam retirados todos os projetos de lei enviados pelo Executivo na gestão de Agnelo Queiroz. O texto foi lido nesta quinta (5) em plenário pela presidente da Casa, Celina Leão, e a ação deve ser cumprida nos próximos dias.
Segundo a consultoria legislativa da Câmara, o rito é comum entre os governadores que assumem o primeiro mandato. A ideia é evitar que os parlamentares resgatem alguma proposta da gestão anterior que não conte com o respaldo da nova equipe. Os projetos enviados pelo Buriti são assinados como “Poder Executivo” e não com o nome do governador em exercício.
No pacote de projetos retirados estão temas polêmicos como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub). Os temas serão reavaliados pelo Buriti e devem retornar à Câmara nos próximos meses, em novos projetos de lei. Após a retirada, os textos continuam disponíveis no sistema da Câmara Legislativa, mas não podem voltar à tramitação.
‘Resgate’
Com o começo da nova legislatura na última terça (3), parte dos projetos de lei encaminhados pelos próprios deputados até o ano passado fica com o andamento paralisado. O regimento interno da Câmara estabelece prazo de 60 dias para que os parlamentares solicitem o “resgate” das proposições.
A regra não se aplica a textos com parecer favorável em comissão que analisou o mérito da proposta; aprovados em turno único, primeiro ou segundo turno; de iniciativa popular, ou que tenham sido enviados por outro poder (como o Executivo), pelo Tribunal de Contas do DF ou pelo Ministério Público.
Encerrado o prazo, os projetos são arquivados de modo automático e permanente. Todas as proposições em tramitação há mais de duas legislaturas – ou seja, que foram protocoladas antes de 2010 – também são arquivadas automaticamente, sem possibilidade de “resgate”.
Decisão
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF declarou nesta quarta-feira (4) a inconstitucionalidade de 18 leis distritais e decretos sancionados entre 1996 e 2012, relativos à destinação de áreas públicas e de lotes espalhados pela capital.
No entendimento dos desembargadores, o tema é de competência exclusiva do governador e não pode ser definido por leis propostas por parlamentares. A decisão é irrevogável e os textos vão perder o efeito. A ação de inconstitucionalidade foi proposta pelo Ministério Público do DF em junho de 2014.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Teoria das Janelas Quebradas


Copenhagen, Superkilen
 Copenhagen, Superkilen



É possível que um bom espaço público induza o comportamento social e possa fazer uma cidade mais segura? É possível contribuir com um problema tão complexo e urgente de diferentes perspectivas disciplinares? Algumas pessoas argumentam que arrumando  rapidamente as "janelas quebradas" e repensando as ruas são as melhores políticas preventivas.

Em 1969, Philip Zimbardo, professor na Universidade de Stanford, realizou um experimento no âmbito de suas pesquisas em psicologia social. Ele colocou um carro não licenciado com o capô levantado em uma rua negligenciada no bairro do Bronx, em Nova Iorque, e um carro similar em um bairro rico de Palo Alto, Califórnia. O carro no Bronx foi atacado em menos de dez minutos. Seu aparente estado de abandono permitiu o ataque. 

O carro de Palo Alto não foi tocado por mais de uma semana. Foi então que Zimbardo resolveu quebrar a janela do carro. Quase imediatamente, transeuntes começaram a pegar coisas do carro. Em algumas horas, o carro estava completamente danificado. Em ambos os casos, muitos dos que atacaram os carros não pareciam ser pessoas perigosas. Esse experimento levou os professores de Harvard George Kelling e James Wilson a desenvolver em 1982 a Teoria das Janelas Quebradas: "Se uma janela quebrada é deixada sem reparos, as pessoas concluirão que ninguém liga para ele e que não há ninguém o vigiando. Então mais janelas serão quebradas e a falta de controle se espalhará dos edifícios para as ruas, mandando um sinal que 'vale tudo' e que não há autoridade".


Seguindo isso Kelling foi contratado – muito antes que Rudy Giuliani e a sua Política de Tolerância Zero - pela Acessoria do Metro de Nova York, onde reinavam a insegurança e o crime. Seu primeiro desafio foi convencer o prefeito progressista da cidade, o democrata Ed Koch, que a solução não era reforçar o policiamento e fazer mais prisões, mas sim limpar e sistematicamente prevenir pixações no interior e no exterior dos vagões, garantir que todos pagassem seus bilhetes e erradicar a vadiagem no metro. Apesar das críticas, a transformação do Metro de Nova York começou através de símbolos concretos e detalhes que foram bastante visíveis e que re-estabeleceram ordem e autoridade. Até o célebre designer Massimo Vignelli, autor da sinalização, decidiu inverter as cores dos pôsters para tipografia branca sobre fundo preto para desencorajar as pixações. Hoje é um modelo de espaço público seguro e eficiente, além de um emblema que os nova-iorquinos não estão dispostos a se comprometerem novamente.

A idéia é simples mas poderosa: os maus hábitos se espalham rapidamente, mas os bons hábitos, com força e continuidade, podem desbancar os ruins. Como muitas coisas ao nosso redor estão em um estado crítico graças à nossa indiferença aos primeiros sinais de que algo não está certo? Quantas janelas quebradas nós vemos cada dia? Isso tem relação com a marcação de limites e a extinção dos maus hábitos com estratégias situacionais e preventivas que envolvem não só as autoridades mas também a comunidade na resolução de problemas através de participação ativa. É também o fato de revindicar o papel do Estado na regulação e controle de uma área onde interesses gerais sempre devem ter prioridade, pequenos ou grandes, com ou sem justificação. Em contraste ao que muitos clamam como perspectivas libertárias errôneas, coexistência democrática no domínio público requer a restrição de liberdades individuais para maximizar o bom uso e o disfruto coletivo dos espaços públicos


Algumas das cidades mais bem sucedidas que lidam com essa situação  escaparam de sua deteriorização com planejamento proativo com projetos de alta qualidade,  cultura de higiene urbano e constante manutenção, ou como o ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, costuma dizer: “obcessão com a acupunctura urbana.”
Uma das primeiras a levantar essas questões foi Jane Jacobs, célebre e controversa ativista de direitos civis em Nova York. Inicialmente ridicularizada por tecnocratas do modernismo urbano, hoje é vindicada e citada inclusive pelo Presiente dos EUA, Barak Obama. Em seu livro "Morte e Vida de grandes cidades" (1962) ela recupera as preexistências ricas de cidades multifuncionais, compactas e densas onde a rua, o bairro e a comunidade são vitais para a cultura urbana. "Para manter a segurança da cidade é a tarefa principal das calçadas e ruas". Para ela, uma rua segura é uma que promete uma delimitação clara entre espaços públicos e privados, com pessoas e movimento constante, assim como pequenas quadras que geram muitas esquinas e intersecções, onde os edifícios olham para a calçada para que haja muitos olhos constantemente a vigiando.

O futuro da humanidade e do planeta depende de termos cidades melhores. Sabemos que focando em espaços privados e fugindo para periferias urbanas insustentáveis não é a solução e ainda torna o problema pior. Nossa "qualidade de vida" não pode depender dos guetos guardados por muros, alarmes e exércitos privados. Reduzindo insegurança e medo é muito mais uma prioridade aqui quanto tornar essas áreas mais eficientes, integradas e criativas. Devemos começar a olhar o espaço público como o coração da vida moderna; seu desenho, seu uso, sua gestão e suas novas funções. Devemos repensar as rua, as praças, os parques; as matas e as paisagens urbanas, que nos permite construir uma identidade e experimentar o encontro, o intercâmbio e as diferenças. "Um local somente se torna um lugar quando o apropriamos culturalmente”, disse Heidegger.

Pesquisas recentes demonstram que essas correspondências entre desenho urbano, comunidade e espaços públicos são complementos efetivos para a implementação de uma política de segurança constante. Bill Hiller, professor da Universidade de Londres, em seu Laboratório de Sintaxe Espacial, investiga e mapeia fluxos entre crime, espaço e população. Milhões de dados reunidos e anos de análises permitiram que concluísse, não diferente de Jacobs, que cidades compactas e densas são mais seguras que bairros residenciais de baixa densidade. Zonas mono funcionais com pouca presença de residências - que perdem vitalidade e pedestres em uma certa hora - também não são recomendadas. 

A rua novamente se torna chave com muitas dimensões - não em grandes proporções - um tecido urbano denso entre edifícios que conformam uma rede com boa densidade populacional. As torres com gradis ou muros para a rua e os inatos shoppings centers que se isolam do espaço público, entretanto, não ajudam. O ideal: quadras com comércios no térreo e residências nos pavimentos superiores, conformando ruas e bairros animados e heterogêneos que misturam pessoas e atividades distintas, do educacional, cultural e institucional ao comercial, turístico e  produção sustentável.


Os problemas de segurança devem fazer parte das normas urbanísticas assim como fazer parte dos desafios iniciais de projeto, arquitetura e obras públicas. As atuais ansiedades e impossibilidades nos desafiam a buscar e inovar com outras lógicas, a fim de criar uma cidade com maior participação e menos especulação.


Fonte:Porada, Barbara. "Mais segurança requer melhores espaços públicos" [How to Design Safer Cities] 16 May 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Britto, Fernanda) Acessado 1 Fev 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/01-97751/mais-seguranca-requer-melhores-espacos-publicos?ad_medium=widget&ad_name=most-visited-article-show