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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Milano Arch Week 2018
URBANIA

Urbania, uno sguardo sul futuro delle città questo il titolo dell’edizione 2018 di Milano Arch Week dal 23 al 27 maggio. 
Un ricco palinsesto di conferenze, workshop, installazioni, mostre, performance, eventi aperti alla cittadinanza per riflettere insieme sul futuro della città e sulle dinamiche dell’architettura contemporanea, un’occasione di diffusione sul territorio e attivazione delle principali istituzioni culturali cittadine, con i maestri internazionali dell’architettura e i giovani architetti emergenti.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vilanova Artigas

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"Porque arquitetura no papel não é arquitetura, 
ela só existe quando construída. 
Sem isso é projeto de arquitetura,
 jamais arquitetura; 
é linguagem sobre como fazer, 
meio intermediário de realizar."

Artigas, 1989

ARTIGAS, J. B. V. A Função Social do Arquiteto. São Paulo, Nobel, 1989










sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Projeto de Santiago Calatrava, Museu do Amanhã

Cortesia de Santiago Calatrava


Santiago Calatrava está comemorando a abertura do Museu do Amanhã esta semana no Rio de Janeiro. O museu, construído no Pier Mauá, possui uma distinta cobertura em balanço que se estende por 75 metros sobre a praça de 7600 metros quadrados do museu e 45 metros para o mar.
"A cidade do Rio de Janeiro está dando um exemplo ao mundo de como recuperar os espaços urbanos de qualidade através de uma intervenção drástica e a criação de equipamentos culturais, como o Museu do Amanhã e do novo Museu de Arte", disse Santiago Calatrava. "Esta visão nos levou, em nossos primeiros projetos, a propor a adição de uma praça em frente ao Museu. A praça cria um espaço urbano mais coeso e reflete uma maior transformação no entorno. "
Cortesia de Santiago Calatrava

Jardins, ciclovias, áreas de lazer e espelhos d'água cercam o museu de 18 metros de altura, oferecendo novos serviços ao público e dando a sensação de que o edifício está flutuando sobre a água.

Cortesia de Santiago Calatrava

"A ideia é que o edifício seja reconhecido como etéreo, quase flutuando sobre o mar, como um navio, um pássaro ou uma planta. Devido à natureza mutável das exposições, nós introduzimos uma estrutura arquetípica dentro do edifício. Esta simplicidade permite a versatilidade funcional do Museu, capaz de acomodar conferências ou agir como um espaço de pesquisa", disse Calatrava.

Cortesia de Santiago Calatrava

O espaço de exposição permanente está alojado no último pavimento do edifício. Ele apresenta uma cobertura com 10 metros de altura que emoldura a vista panorâmica da Baía de Guanabara.


http://www.archdaily.com.br/br/779008/projeto-de-santiago-calatrava-o-museu-do-amanha-e-inaugurado-no-rio-de-janeiro?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=f99a74c160-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-f99a74c160-410593293

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Louis Sullivan



Louis Sullivan, o "Pai dos Arranha-céus" de Chicago antecedeu o modernismo com a célebre frase "a forma segue a função". 
Sullivan foi um prodígio da arquitetura, tendo iniciado seus estudos de graduação no MIT aos 16 anos. Um ano mais tarde deixou o MIT e aos 24 anos se juntou a Dankmar Adler como sócio do escritório Adler and Sullivan.



Sullivan é mais citado por sua influência em alguns arquitetos modernistas que o seguiram, incluindo seu protégé Frank Lloyd Wright. Embora seja conhecido pelo uso do ornamento, sua verdadeira inovação foi incorporar estilos ornamentais precedentes em novos edifícios em altura que surgiam no final do século XIX, utilizando o estes ornamentos para enfatizar a verticalidade de suas obras. É esse princípio que o levou a proclamar a famosa sentença "a forma segue a função", embora o próprio Sullivan desse os créditos dessa frase a Vitruvius.
Por suas inovações em edifícios em altura, Sullivan é frequentemente citado como parte da primeira "Escola de Chicago" de arquitetura, caracterizada por seus edifícios de estrutura metálica e fechamentos em alvenaria ornamentada. Dentre os edifícios pelos quais Sullivan é conhecido estão o Wainwright Building em Saint Louis, o Guaranty Building em Buffalo, e o  Carson Pirie Scott Building em Chicago.
Cita:Stott, Rory. "Em foco: Louis Sullivan" [Spotlight: Louis Sullivan] 03 Set 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Romullo Baratto) Acessado 3 Set 2015. <http://www.archdaily.com.br/br/626678/em-foco-louis-sullivan>

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

TRF REFORMA DECISÃO JUDICIAL QUE SUSPENDIA A RESOLUÇÃO 51/2013

Decisão restabelece a vigência da Resolução que especifica atribuições privativas de arquitetos e urbanistas


Texto originalmente publicado por http://www.caubr.gov.br
Sessão de julgamento da 8ª. Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª.Região realizada em 28/11/14 decidiu, por maioria de votos, dar provimento a recurso de  agravo de instrumento  interposto pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil  contra  decisão que, em ação proposta pela Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC), suspendia a vigência da Resolução 51/2013 do  CAU/BR.  Esta Resolução especifica as atribuições privativas dos arquitetos e urbanistas, entre essas o projeto arquitetônico nas mais diversas modalidades.
A ação anulatória de ato normativo, com pedido de tutela antecipada, foi proposta pela ABENC em meados de 2013, sob os argumento de que a Resolução 51 teria apontado como privativas dos arquitetos e urbanistas  “inúmeros” campos de atuação dos engenheiros civis, entre eles a concepção e execução de projetos de Arquitetura. Citado, o CAU/BR apresentou contestação, após o que foi proferida decisão pelo Juízo da 9ª. Vara Federal do DF suspendendo os efeitos da Resolução até decisão posterior em contrário ou elaboração de Resolução conjunta entre o CAU/BR e o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).
A decisão da 9ª. Vara levou o CAU/BR  a interpor, ainda em 2013, agravo de instrumento pleiteando sua reforma. No recursos o CAU/BR argumenta que a ação proposta pela ABENC baseia-se na Lei 5.194/1966  e na Resolução 218 do CONFEA, que atribuem ao engenheiro a elaboração de “projetos” de modo genérico, enquanto a Resolução 51 trata especificamente de “projetos arquitetônicos”. Dessa forma, a Resolução do CAU/BR, que seguiu a Lei 12.378/2010, não contradiz norma do CONFEA, inclusive porque a Resolução CONFEA 1.010/2005  já previa que a concepção e execução de Projetos de Arquitetura seria de incumbência do arquiteto.
O CAU/BR também vem argumentando  que, diferentemente do entendimento da ABENC, a suspensão da Resolução No. 51 pode, sim, expor o usuário ao risco da elaboração de projeto arquitetônico por profissional não qualificado,  que não se aprofundou, ao longo do curso de graduação, nessa atividade.
Na sessão do dia 28, o Juiz Federal Mark Ychida Brandão, substituindo o relator Desembargador Marcos Augusto de Souza, votou pela manutenção da decisão que suspendia a vigência da Resolução 51. A Desembargadora Maria do Carmo Cardoso, presidente da 8ª. Turma, contudo, divergiu do relator e votou pelo provimento do agravo de instrumento. O Desembargador Novely Vilanova, que completa a Turma, acompanhou a presidente, resultando no provimento do recurso, o que significa que a Resolução 51 voltará à sua vigência plena.
O CAU/BR vem sendo representado junto ao TRF/1 pelos advogados Carlos Medeiros, chefe de sua Assessoria Jurídica, e Carlos Mario Velloso Filho.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

José Galbinski

Resumo


Na atividade profissional em projetos de Arquitetura pode-se observar que
perdura por parte dos jovens uma fase de indecisão, até mesmo de angústia, na
passagem do estudo do Programa de Necessidades Ambientais para a da concep-
ção: o dito “susto do papel em branco!”. Todos sabem que, em grau moderado,
a adrenalina faz parte do chamado processo criativo. No entanto, por vezes, esta
passagem é um pouco mais complicada: quando os primeiros esboços do projeto
não guardam relação clara com os objetivos a serem atingidos, sendo riscos quase
aleatórios. Como se o grafismo pudesse magicamente fornecer a resposta arquitetônica
e conduzir ao almejado “partido-geral”. Neste artigo, sugere-se uma plataforma
de procedimentos a partir da qual aprendizes, ou mesmo jovens arquitetos
possam trilhar caminhos que conduzam a resultados satisfatórios. Contrariando a
voz corrente, a primeira noção a esclarecer é a de que a concepção arquitetônica, o
projeto, não se inicia no chamado Estudo Preliminar, mas sim muito antes.


Texto Completo:
Estudos iniciais em projetos de arquitetura

segunda-feira, 19 de março de 2012

Le Corbusier








A paixão faz das pedras inertes um drama. (XXXI)


O arquiteto, ordenando formas, realiza uma ordem que é pura criação do seu espírito;
pelas formas, afeta inensamente nossos sentidos, provocando emoções plásticas;
pelas relações que cira, desperta em nós ressonâncias profundas,
nos dá a medida de uma ordem que sentimos acordar com a ordem do mundo,
determina movimentos diversos de nosso espírito e de nossos sentimentos;
sentimos então a beleza. (3)
É que a arquitetura, que é coisa de emoção plástica, deve, no seu domínio, começar pelo começo e também empregar os elementos suscetíveis de atingir nossos sentidos, de satisfazer nossos desejos visuais, e dispô-los de tal maneira que sua visão nos afete claramente pela delicadez ou pela brutalidade, pelo tumulto ou pela serenidade, pela indiferença ou pelo interesse; estes elementos são elementos plásticos, formas que nossos olhos vêem claramente, que nosso espírito mede.
Essas formas primárias ou sutis, brandas ou toscas, agem fisiologicamente sobre nossos sentidos
(esfera, cubo, cilindro, horizontal, vertical, oblíqua etc.)
e os comovem.
Sendo afetados, somos suscetíveis de perceber além das sensações grosseiras; nascerão então certas relações, que agem sobre nossa consciência e nos conduzem a um estado de júbilo (concordância com as leis do universo que nos dirigem e às quais todos os nossos atos se submetem) em que o homem usa plenamente de seus dons de lembrança,de exame, de raciocínio, de criação. (7)
Para o arquiteto, escrevemos os "três lembretes":
O VOLUME que é o elemento pelo qual nossos sentidos percebem e medem, sendo plenamente afetados.
A SUPERFÍCIE que é o envelope do volume e que pode anular ou ampliar a sua sensação.
A PLANTA que é a geradora do volume e da superfície e que é aquilo pelo qual tudo é determinado irrevogavelmente. (9)
A Arquitetura é um fato da arte, um fenômeno da emoção, fora das questões da construção, além delas. A construção É PARA SUSTENTAR; A ARQUITETURA É PARA EMOCIONAR. A emoção arquitetural, existe quando a obra soa em você ao diapasão de um universo cujas leis sofremos, reconhecemos e adminiramos. (10)
Arquitetura consiste em "relações", é "pura criação do espírito". (10)
A Arquitetura é a primeira manifestação do homem criando seu universo, criando-o à imagem da natureza, aceitando as leis da natureza, as leis que regem nossa natureza, nosso universo. As leis de gravidade, de estática, de dinâmica se impões pela redução ao absurdo: ficar de pé ou desmoronar-se. (45)

Le Corbusier
em
Por Uma Arquitetura - 1958

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vitruvio









Pode definir-se arquitetura como a arte de conceber e organizar o espaço
Segundo Vítruvio* a arquitetura baseia-se em três princípios: a beleza (Venustas), a construção (Firmitas) e a função (Utilitas).


Contudo, a arquitetura, para além da sua componente artística, envolve várias dimensões ou áreas de conhecimento: uma vertente técnica, capaz de se adequar à regulamentação; uma dimensão construtiva, através da concretização com materiais e técnicas construtivas adequadas às exigências de uso e conforto dos espaços; uma dimensão humana preenchendo as expectativas dos seus utilizadores; e, uma dimensão local, uma vez que um mesmo objeto sofre adaptações ao sítio/lugar onde se insere.
Por outro lado, a arquitetura encontra-se permanentemente em evolução, uma vez que a história nos mostra que cada civilização determinou uma forma de conceber e organizar os espaços públicos e privados.

Cabe ao arquiteto projetar um objeto esteticamente harmonioso atendendo a todas estas condicionantes.

O seu trabalho abrange várias escalas: desde um objeto, como por exemplo um móvel ou equipamento (arquitetura de interiores), passando pelos edifícios públicos e privados, até urbanizações ou planeamento de cidades (urbanismo).
Segundo a legislação atual, é função do arquiteto elaborar "estudos, projectos, planos e actividades de consultadoria, gestão e direcção de obras, planificação, coordenação e avaliação, reportadas ao domínio da arquitectura, a qual abrange, a edificação, urbanismo, a concepção e desenho do quadro espacial da vida da população, visando a integração harmoniosa das actividades humanas no território, a valorização do património construído e do ambiente".

Na prática o arquiteto é responsável pelo projeto de arquitetura de um edifício ou conjunto edificado e coordenada e integra no seu projeto as várias especialidades (executadas por outros profissionais): estabilidade (betão), águas e esgotos, térmica, projeto elétrico, gás, acústica, entre outros.

É o técnico que acompanha desde o primeiro risco no papel até o meter a chave na porta...

A arquitetura surge assim como um instrumento de garantia da qualidade dos espaços.

*Vitrúvio
Arquiteto e engenheiro romano, autor do tratado De Architectura, escrito em 27 a.C., o primeiro tratado de arquitetura conhecido, traduzido até à atualidade e, que serviu de referência aos arquitetos renascentistas.
Subdivide-se em dez cadernos, que abordam:
1: conhecimentos necessários à formação do arquiteto
2: materiais e a arte da construção
3 e 4: edifícios religiosos
5: edifícios públicos
6: edifícios privados
7: acabamentos
8: hidráulica e distribuição da água
9: gnomónica nas edificações (construção de relógios de sol)
10: mecânica e os princípios das máquinas.




Em De Architectura, Vitrúvio demonstra a proporcionalidade do corpo humano e afirma que o projeto das edificações, em especial os templos ("recintos dos deuses imortais") devem basear-se nas proporções do homem, uma vez que este é um modelo de perfeição.

Nas suas ilustrações, representa um homem cuja proporcionalidade permite que o seu corpo de braços abertos se insira simultaneamente num círculo, cujo centro é o umbigo, e num quadrado.
Este conceito foi, durante o renascimento, reinterpretado e ilustrado por Leonardo da Vinci no seu famoso Homem de Vitrúvio, que faz parte da colecção da Gallerie dell'Accademia, em Veneza, Itália.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Dia do Arquiteto

Arquitetura: uma grande profissão.

11 12 2011
 
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Hoje, 11 de dezembro, é dia do arquiteto (e do engenheiro).
Talvez seja a última vez que comemoramos nosso dia nesta data, uma vez que o dia 11/12/33 marca a regulamentação destas profissões, através do Decreto nº 23.569.
Com o surgimento do nosso próprio conselho, cuja eleição aconteceu em 26 de outubro deste ano, provavelmente esse dia passe a figurar como nossa data comemorativa.
A despeito da comemoração e deste momento de transição, ser arquiteto é uma boa? Li hoje que “arquitetura é uma grande profissão, mas um mau negócio”.
Mas o que nos difere dos “pobres mortais”?
Porque esta profissão é tão fascinante e ao mesmo tempo tão difícil de se definir?
É uma ciência? é humana ou exata?
O estudante de arquitetura deve ser, por definição, um curioso. Nunca limitar-se ao que lhe é apresentado, sempre procurar aprender mais, saber mais sobre qualquer coisa. Uma verdadeira esponjinha de conhecimento.
Coisas aparentemente inúteis e desconexas podem ser a chave para a solução de um projeto. Sabe aquele chavão de “pensar fora da caixa”? Além disso, temos que projetar a caixa.

Um arquiteto tem a obrigação de estudar a história da profissão. São alguns milhares de anos concebendo e construindo espaços para funções diversas, com materiais diversos. De tempos em tempos, alguém cria uma definição genérica que permite agrupar algumas destas obras em função de aspectos específicos –  históricos, construtivos, econômicos, ideológicos etc. Como pensar algo novo sem a visão crítica sobre o que já foi feito? Muito mais do que registrar construções ao longo do tempo, o estudo da história da arquitetura permite compreender o método, a motivação e, principalmente, a relação entre o mundo, a sociedade, a economia de uma época e a resposta construtiva a suas demandas. Para tanto, história, sociologia, economia, antropologia, filosofia, são temas, mesmo que periféricos em alguns casos, fundamentais à nossa formação. Então está claro. Arquitetura está na classe das ciências humanas e sociais! Matemática, física, resistência dos materiais, topografia  estão aí para equilibrar o jogo. Sem as ciências exatas nunca sairíamos do campo das elocubrações teóricas (não menos importantes) para o objeto que constitui a materialização do nosso trabalho: o espaço construído. A relação com nossos irmãos engenheiros só é harmônica e produtiva se “falarmos a mesma língua”. O engenheiro, um especialista, deve ter no arquiteto, o generalista, a base para que o construir seja mais do que um fim em si mesmo. A forma, a função, a relação com o entorno, com o terreno, com o ambiente e, principalmente, com as pessoas decorrem das soluções saídas da prancheta do arquiteto. “O arquiteto projeta e o engenheiro constrói”.  Simplório demais, até ofensivo – para ambos. Fazer arquitetura começa muito antes do primeiro risco no papel (e por favor, nunca abandonem o papel). Compreender, e às vezes traduzir, as expectativas do cliente, ler o terreno, a cidade, entender que o que se pretende construir tem um papel maior no tecido urbano, saber que o espaço “não-construído” é tão importante quanto o edifício, saber ver e criar o belo tornam o nosso trabalho um pouquinho mais complicado do que “desenhar uma planta”. Se você dominar tudo isso, se for um iluminado, ungido pelos céus e predestinado a compartilhar com o mundo seu talento e genialidade, restarão aquelas habilidades que não são ensinadas nos bancos da faculdade. Como se relacionar com o cliente, essa verdadeira esfinge, esse ser misterioso que veio ao mundo para viabilizar e ao mesmo tempo comprometer o seu caminho para a imortalidade? Como transformar uma profissão tão complexa num negócio próspero? Como gerir um escritório, administrar custos, coordenar e liderar pessoas com formações tão diversas?
Artista,
administrador,
construtor,
desenhista,
visionário,
maluco…
ARQUITETO! Parabéns pelo nosso dia.
E que você, estudante, nunca se esqueça de que um verdadeiro arquiteto passa cinco anos na faculdade, mas começa sua formação assim que entra em contato com o mundo, e nunca se “forma”. Aprendemos sempre, até o fim.



Ricardo Meira, o arquiteto daltônico.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Arquiteta Carolina Nunes


Excelente vídeo ilustrando o poder
do desenho a mão livre
na profissão do arquiteto.
Entrei em contato com a arquiteta por
e-mail parabenizando pelo excelente trabalho
que ela faz.
A maneira como ela projeta ilustra uma forma de trabalhar que os arquitetos andam querendo abandonar:
o trabalho feito a mão.
Depois das ferramentas BIM existe a tendência forte de achar que o computador faz tudo, que devemos criar diretamente no computador, aposentar a prancheta ...


Nessa controvérsia continuo com o lápis na mão.
Afinal, nenhum render vai nunca alcançar o caráter de um desenho feito a mão.
Da mesma forma que um desenho a mão nunca vai se assemelhar ao caráter de um render.
E aí volta a polêmica ...

Enquanto houver polêmica haverá vida ...

How to think like an architect