Neste clássico dos anos 1960, Kevin Lynch apresenta estudos de como as cidades são percebidas e imaginadas e mostra como suas descobertas podem impactar a construção e a reconstrução de cidades.
Um "manifesto gentil para uma arquitetura não-direta", "Complexidade e Contradição em Arquitetura de Venturi" expressa nos termos mais convincentes e originais a rebelião pós-moderna contra o purismo do modernismo.
Todo projeto representa um problema a ser resolvido. Neste livro, Christopher Alexander propõe uma catalogação de tipos de problemas (ou desafios de projeto) e analisa o que está por trás de cada situação, descrevendo-as em sua essência e propondo uma padrão de soluções.
Seminal trabalho para a história da arquitetura, os autores analisam a "strip" de Las Vegas para compreender melhor a arquitetura comum e ordinária, ao invés de edifícios emblemáticos, proclamados pelo modernismo.
Um dos livros mais completos e relevantes sobre arquitetura moderna, na quarta edição, Frampton acrescentou uma nova seção importante à sua obra-prima, que explora os efeitos da globalização na arquitetura em todo o mundo.
Peter Zumthor destaca a importância das sensações na construção de "atmosferas", buscando criar espaços de qualidade para o desenvolvimento das pessoas.
Depois de anos na escola de arquitetura, você pode entender como um edifício é construído - mas o quanto você realmente entende sobre os processos que fazem com que o prédio funcione? Kate Ascher revisa os sistemas que gerenciam tráfego, água, calor, eletricidade, entre outros, atrelando a arquitetura não apenas a uma imagem do ambiente urbano, mas ao funcionamento atual da cidade.
Este livro é uma leitura rápida, agradável e inspiradora - e totalmente essencial à medida que continuamos a saga em direção à prática inteiramente digital na arquitetura. Pallasmaa incentiva os arquitetos a verem o mundo ao seu redor não apenas com a visão, mas com o toque, o som e outros sentidos.
"Mutations" reflete sobre as transformações que os processos de aceleração urbana infligem em nosso ambiente e nos espaços em que a arquitetura ainda pode operar.
Para muitos arquitetos, projetar para os sentidos geralmente significa simplesmente projetar para visão e toque. Este livro oferece um panorama abrangente do projeto de sons, apresentando desde desenhos detalhados até textos sobre o assunto.
Em um ambiente cada vez mais climatizado, pode ser fácil controlar o conforto térmico no projeto de um edifício. Mas a arquitetura (especialmente o design vernacular) leva em conta tradições relacionadas ao conforto térmico, dos banhos romanos e jardins islâmicos até as varandas americanas. À medida que a eficiência energética se torna cada vez mais parte da discussão, é sensato tentar aprender com o passado para projetar o futuro.
Embora sedutores, conceitos raramente são o que torna a experiência de um edifício especial - muitas vezes são os detalhes construtivos os responsáveis por isso. Percebemos como uma parede toca o chão, como um corrimão se curva sob nossa palma, mas como se projetam essas coisas? Este livro oferece uma vasta variedade de exemplos para ajudar arquitetos a detalharem seus projetos.
As experiências de campo desenvolvidas pelo Elemental e Alejandro Aravena são compiladas neste livro que não apenas conta a história da equipe, mas também apresenta suas estratégias de financiamento e métodos participativos.
Este livro analisa sistematicamente os fundamentos da forma arquitetônica e espaço com base em protótipos e exemplos históricos de todos os períodos, culturas e áreas geográficas.
Pergunte a qualquer arquiteto sobre os livros mais essenciais da disciplina, e este volume de Rem Koolhaas e Bruce Mau será, sem dúvida, citado. O livro apresenta os projetos do OMA de acordo com sua escala, usando desenhos, colagens, imagens e textos para desafiar o entendimento convencional de arquitetura e cidade.
Jan Gehl apresenta seu trabalho mais recente criando (ou recriando) paisagens urbanas para a escala humana. Ele explica claramente os métodos e ferramentas usados para transformar paisagens urbanas pouco receptivas em cidades para pessoas.
Estabelecido como uma conversa entre os co-fundadores do WORKac, Amale Andraos e Dan Wood, o livro é uma mistura entre portfolio e uma discussão apaixonada sobre questões relevantes para a prática. É uma visão inestimável sobre como uma das empresas contemporâneas mais interessantes funciona, pensa e planeja para o futuro.future.
O MOS é um escritório conhecido tanto por sua sagacidade quanto por sua arquitetura. Sua obra, sob um olhar idiossincrático, é animada, irônica e até um pouco estranha. Em resumo, é tão humana quanto nós mesmos.
Muitos de nós entram no campo com uma crença central de que podemos alavancar a profissão para fazer o bem aos outros. Mas muitas vezes, os lugares que mais precisam de otimismo são os menos propensos a obtê-lo. Design Like You Give a Damn é "o" recurso para design socialmente consciente, reunindo projetos, história e informações sobre o movimento - e o que é possível fazer com um pouco de otimismo.
Se há um arquiteto conhecido pelo público leigo hoje em dia, provavelmente é Bjarke Ingels. E "Yes is More" é o livro responsável por isso! O livro apresentou ao mundo uma nova maneira de ver e falar sobre arquitetura - viva, aberta e energética. Desde a sua publicação em 2009, todos nós nos unimos à revolução hedonista da BIG, e ela representa um importante passo para a arquitetura.
Lebbeus Woods, até sua morte em 2012, manteve um blog. Este livro compila alguns dos mais de 300 posts no que provavelmente é a visão mais abrangente de seu gênio em particular. Talvez a única coisa que falte no livro sejam as ilustrações complexas e originais de Wood, que, felizmente, ainda estão disponíveis em seu blog.
Os admiradores da abordagem sensível do arquiteto suíço à construção e à forma devem considerar este texto como leitura obrigatória para a prática. Zumthor apresenta sua filosofia através das lentes de seu próprio trabalho e experiência.
Vinte e um projetos cuidadosamente selecionados são apresentados em detalhes, da ideia inicial à construção e término das obras, através de ilustrações feitas pelo fotógrafo de arquitetura Michael Moran.
Este livro documenta o trabalho do estúdio de arquitetura Flores & Prats, abordando sua maneira de fazer arquitetura através de um processo de projeto artesanal com diferentes tipos de desenhos e detalhes feitos à mão.
Este trabalho de Frank Lloyd Wright reúne uma grande parte dos escritos e conferências que, ao longo de uma década intensa de sua vida, foram oferecidos para o público. A edição traz textos esclarecedores e essenciais à luz para as novas gerações de estudiosos da arquitetura.
Todd Gannon lança luz sobre um dos críticos mais influentes da arquitetura, contextualizando os leitores sobre o homem e opiniões por trás de seus escritos. De seu entusiasmo hesitante no Archigram para suas opiniões sobre a arquitetura high tech dos anos 80 e 90, suas opiniões não precisam ser um mistério.
Alessandro Scarnato explica como Barcelona, uma cidade desvalorizada, se tornou uma cidade global depois que a Espanha recuperou sua democracia nos anos 70.
Uma extensa visão geral da história, motivações, sucessos e fracassos do movimento modernista na arquitetura, oferecendo um contexto inestimável e inigualável em um tópico já amplamente publicado.
Os arquitetos Reiser + Umemoto, de Nova Iorque, usam capítulos curtos e informativos para explicar seu processo de projeto por meio de uma série de tópicos que conduziram seu trabalho.
Ada Louise Huxtable reinventou o campo não apenas da crítica arquitetônica, mas da própria crítica, ganhando o primeiro Prêmio Pulitzer de crítica. Para ela, a cidade não é algo abstrato ou acadêmico, mas vivo, tangível - chutável. Seu legado permanece influente no campo da crítica arquitetônica.
Forensic Architecture, um grupo de pesquisa liderado por Eyal Weizman, aproveita a arquitetura como uma estrutura para investigar um mundo em conflito, da violência armada à destruição ambiental. Este livro detalha alguns de seus trabalhos com grupos ativistas, ONGs e a ONU.
Muitas revoluções ocorreram nos anos 60, mas talvez a mais memorável para arquitetos seja o surgimento do Archigram. O lendário grupo britânico criou visões para cidades que ainda hoje parecem originais e fantásticas. Este livro é um excelente mergulho na história e produção do brupo britânico.
Este livro aborda a obra do engenheiro-arquiteto uruguaio Eladio Dieste, cuja maior produção foi desenvolvida na capital de seu país de origem e cidades adjacentes na segunda metade do século XX.
Este livro apresenta parte dos projetos do arquiteto, discorrendo acerca da linguagem adotada a partir do ponto de vista técnico, estrutural, filosófico e social.
Este livro apresenta e discute parte das obras do arquiteto brasileiro Isay Weinfeld, desde casas à hotéis, no Brasil e em outras regiões do mundo. O livro também conta com fotografias não publicadas anteriormente que descrevem visualmente seu trabalho.
Um olhar intrigante para um dos escritório mais renomados do mundo a partir do projeto de Steven Holl para a Escola de Arte de Glasgow, apresentado através de desenhos, fotografias e uma entrevista.
Junya Ishigami é conhecida por um portfólio singular, em que as estruturas se tornam quase invisíveis, assumindo a aparência de florestas e até mesmo do céu.
Esta leitura oferece uma visão não apenas de um dos escritórios mais criativos do mundo, mas também de como desenhar num clima em constante mudança, uma mensagem que todos deveríamos prestar atenção.
Neste livro, que se localiza em algum lugar entre um romance e um conjunto de ensaios, Marco Polo descreve, com riqueza de detalhes, as cidades que visitou ao imperador Kublai Khan. Facilmente lido em partes, este livro é a desintoxicação perfeita para aqueles que precisam de uma fuga de toda a conversa sobre cidades inteligentes e economias circulares.
Este romance descreve a evolução da arquitetura gótica como uma resposta ao seu precursor românico em contraste com a vida européia medieval (levemente romantizada).
Alejandro Aravena se une a Fernando Perez e José Quintanilla para discutir e analisar vários projetos de arquitetura ao longo da história, todos acompanhados de desenhos, ensaios e referências externas para entender a arquitetura de diferentes ângulos e pontos de vista.
Uma obra prima de design editorial por si só, este livro mescla pesquisa histórica e entrevistas com alguns dos arquitetos mais proeminentes do movimento do Metabolismo japonês.
Ao analisar a relação entre cinema, arte e arquitetura a partir dos espaços existenciais, Pallasmaa mergulha no trabalho de Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Michelangelo Antonioni e Andrei Tarkovsky e como eles usavam imagens arquitetônicas para criar estados emocionais.
Compilação de oito palestras de Rafael Moneo sobre oito dos mais renomados arquitetos do último meio século, incluindo James Stirling, Robert Venturi, Aldo Rossi, Peter Eisenman, Álvaro Siza, Frank Gehry, Rem Koolhaas e a parceria de Jacques Herzog e Pierre De Meuron.
Basicamente o trabalho que tornou Rem Koolhaas famoso. Este livro expõe a consistência e coerência dos episódios aparentemente não relacionados do urbanismo de Manhattan, com foco em sua "cultura da congestão".
Segundo Habraken, os arquitetos consideram o contexto como o "ordinário" no qual eles são desafiados a produzir o "extraordinário". Mas como a arquitetura vernacular desaparece, os ambientes comuns são mais difíceis de definir. Sem um contraponto claro, como arquitetos podem situar conceitos de inovação em arquitetura?
Este clássico examina como a arquitetura define nossa compreensão do espaço - e como os edifícios às vezes são participantes indiferentes no ambiente urbano. Nas mãos capazes de Zevi, os componentes da arquitetura ganham vida, oferecendo uma perspectiva iluminadora e provocativa no campo da arquitetura.
Oppositions Reader compila os ensaios mais importantes de 26 edições da Oppositions, o jornal do Institute for Architecture and Urban Studies (IAUS) de Nova Iorque. Uma excelente seleção de autores e temas de importância na época.
Nas palavras do OMA / AMO, Content é um produto do momento. Inspirado pelas incessantes flutuações do início do século XXI, traz as marcas da globalização e do mercado, par ideológico que, ao longo dos últimos vinte anos, vem minando a estabilidade da vida contemporânea.
O corte é uma das ferramentas mais fascinantes arquitetura - quem entre nós não se impressiona pelos cortes de edifícios como o Panteão ou a Cidade Murada de Kowloon? Este livro oferece desenhos detalhados de obras contemporâneas - uma visão inestimável não apenas dos edifícios selecionados, mas também da própria ideia de corte.
A imagem popular do arquiteto remete a ego e poder - mas, como qualquer arquiteto pode confirmar, isso raramente é verdade. A arquitetura depende de quase tudo: o cliente, os contratados, a legislação, os materiais, o zoneamento, o orçamento ... quanto de um edifício vai realmente para o arquiteto? Este livro investiga a lacuna entre a natureza dependente da arquitetura e o perfeccionismo agressivo com o qual fazemos nosso trabalho.
É improvável que você encontre este livro em qualquer lista de leitura de arquitetura, mas isso não o torna menos essencial. Robert Bevan guia o leitor através da paisagem arquitetônica em tempos de conflito e depois, colocando em palavras o que sabemos, mas não costumamos dizer: o ambiente construído tem significado cultural e pessoal que se estende para muito além do abrigo.
Este livro explora as bases do design, desde as ferramentas da antiguidades até a nova era digital, para propor novas teorias que nos permitam repensar a maneira como projetamos.
Beatriz Colomina estuda o fenômeno da arquitetura do pós-guerra, bem como os fatores que ajudaram a construir a ideia de arquitetura moderna, com base no trabalho de Charles e Ray Eames.
Este livro estuda como a produção arquitetônica é popularizada e inclinada a projetar espaços eróticos com base em um contexto específico, demonstrando como diferentes fatores da cultura moderna moldaram os lugares em que vivemos.
Dezessete conversas com profissionais das áreas de arquitetura, política, ativismo, design, educação e pesquisa, especulando sobre o futuro da disciplina.
Livro que analisa a obra pós-moderna de Edmond & Corrigan e como seus trabalhos refletem sobre os subúrbios australianos e a teatralidade da arquitetura.
Da arquitetura nômade a canais subterrâneos de esgoto, este livro examina as possibilidades da arquitetura de um modo diferente de como ela é normalmente vista e discutida.
O New York Times descreve este livro como “talvez o trabalho mais influente da história do planejamento urbano”. Uma leitura essencial para arquitetos jovens e experientes.
Se você está interessado em questões de forma urbana, essa análise de diferentes cidades explica as características do sistema aberto e dos espaços fechados.
O economista Edward Glaeser explica como e por que as cidades moldam a economia, incluindo como as formas que desenvolvemos e construímos afetam o futuro dos habitantes das cidades.
A cidade é uma extensão da natureza e os projetos urbanos devem estar em sintonia com essa natureza. O livro é o resultado de extensa pesquisa interdisciplinar, bem como a longa experiência do autor como arquiteto paisagista.
Richard Rogers apresenta um programa de ação para o futuro das cidades. O livro demonstra a influência da arquitetura e do planejamento urbano no cotidiano e alerta para o impacto que as cidades modernas podem ter no meio ambiente.
Grandes visões urbanas podem contribuir para uma teoria e pesquisa convincentes, mas com que frequência elas são bem sucedidas na prática? Cidade Colagem oferece uma visão diferenciada do urbanismo - que é tão fragmentado e diversificado quanto as próprias sociedades urbanas.
Um guia para estudar a cidade baseado nas teorias dos situacionistas e na deriva de Guy Débord que estuda os episódios simultâneos que compõem o urbano.
Pioneiro no conceito de paisagem urbana, Townscape é a arte da coerência visual e organização da desordem de edifícios, ruas e espaços que conformam o entorno urbano.
O título deve ser suficiente para animar os ouvidos de qualquer arquiteto. Precisamos mesmo trabalhar tanto assim? Provavelmente não. Uma jornada de trabalho de quatro horas diárias é possível? Definitivamente sim.
Uma análise de medidas, especificações e ingredientes precisos, representados através de diagramas arquitetônicos, para você aprender a fazer seus coquetéis.
Compilação das gravuras de prisões de Piranesi, Le Carceri representa não apenas uma enorme realização artística, mas também um marco em termos de percepção espacial com suas diversas abóbadas, escadarias e outras estruturas ambíguas e labirínticas.
Neste novo livro, Bauman examina como nos afastamos de uma modernidade 'pesada' e 'sólida', focada no hardware, para uma modernidade 'leve' e 'líquida' baseada no software.
Augé usa o conceito de “supermodernidade” para descrever uma situação de excesso de informação e espaço excessivo. Neste ensaio fascinante, ele procura estabelecer uma armadura intelectual para uma antropologia da supermodernidade.
Este é um texto essencial não apenas para arquitetos que querem começar seu próprio escritório, mas para qualquer profissional que queria ter uma carreira dedicada a projetar. Aqueles que buscam sucesso em suas carreiras fazem bem em considerar os conselhos apresentados aqui.
O arquiteto apresenta explicações sobre contextos climáticos, formas e materiais que permitem soluções eficientes em termos de energia, consumo de água e saneamento, aliadas a tecnologias ecológicas.
O resultado oficial do Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura para Habitação de Interesse Social, dividido em três grupos, foi divulgado na última quinta-feira, dia 17 de agosto. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF) anunciou os três vencedores de cada categoria, escolhidos dentre os 88 projetos enviados de todo o país.
As categorias avaliadas foram habitação unifamiliar econômica e casa sobreposta, os grupos 1, 2, e 3 tiveram que criar unidades com um quarto com expansão para mais um, dois quartos com expansão para mais um e três quartos, respectivamente. As propostas foram avaliadas seguindo critérios como: soluções inovadoras, economicidade e viabilidade técnico-construtiva, funcionalidade, flexibilidade, tempo de execução e forma de manutenção, aspectos plásticos e estéticos, acessibilidade, entre outros.
No Brasil, as contribuições da ciência ecológica e o pensamento sistêmico transdisciplinar ainda não são incorporados nos estudos urbanos, dentro das ciências sociais aplicadas, havendo, portanto, um distanciamento entre o Planejamento urbano, Desenho urbano e Ecologia. Os planos diretores não se apropriam da riqueza encontrada nos padrões de organização da micro escala do desenho urbano no contexto da bacia hidrográfica. Paradoxalmente, a “heterogeneidade espacial” do mosaico urbano vem se tornando um aspecto importante para avaliar a funcionalidade ecológica, os fluxos de água e o contexto social. Pesquisadores do “Cary Institute of Ecosystems Study” dos EUA analisam a cidade como “ecossistema urbano”, que abrange todos os processos que sustentam os recursos naturais e humanos, integrando os componentes biológicos, físicos, sociais e do ambiente construído. No entanto, os ecossistemas devem ser analisados dentro do espectro hierárquico, considerando sua hierarquia tríplice: o subsistema da comunidade e o suprassistema da paisagem (ODUM e BARRET, 2006). Esta pesquisa pretende demonstrar a potencialidade dos padrões espaciais dos ecossistemas urbanos para conexões dos estudos transdisciplinares, o que serviria de base para melhorar o desempenho dos fluxos de água na cidade. Como método de pesquisa, para alcançar as hipóteses levantadas, o percurso utilizado partiu das questõesproblema passando pela investigação científica. Assim, foi feita uma análise sobre a evolução epistemológica da ciência, com foco na ciência ecológica (ecologia urbana e a ecologia da paisagem), e na ciência urbana (planejamento e desenho urbano). Posteriormente, sob a ótica do urbanismo ecológico, foi feita uma sistematização da evolução dos padrões espaciais dos modelos de cidades (no formato: padrão - problema/contexto – recomendação – ilustração), baseada em Alexander et al. (1977). Porém, identificou-se uma dualidade existente: ora os padrões são voltados para o modelo de “cidades verdes”, focados na arquitetura da paisagem com interface da ecologia da paisagem e da ecologia “na” cidade que vão ao
encontro da sustentabilidade ambiental; ora são fundamentados nas propriedades emergentes, na totalidade dos sistemas, da arquitetura mais humana e social (sociológica), afinados com a nova ecologia “da cidade”, direcionando para o modelo de “cidades mais compactas”, preceitos da sustentabilidade espacial. Considerando a dualidade existente, mas buscando uma unidade, aplicou-se o princípio dialógico da transdisciplinaridade, por meio do estudo aprofundado, em manuais técnicos, sobre o ciclo da água no meio urbano e sobre o desenho urbano sensível à água, resultando em 38 padrões espaciais para promover os fluxos de água na cidade. Por fim, chegou-se a procedimentos metodológicos, que englobam tanto os padrões globais do planejamento territorial, no âmbito do suprasistema da paisagem da bacia hidrográfica, com a análise da sustentabilidade ambiental e espacial, e da hetorogeneidade espacial; como os padrões locais, no âmbito do desenho urbano, do subsistema da comunidade, tendo como parâmetro, a resiliência, as expectativas sociais em relação à morfologia urbana e os fluxos de água. Este método foi aplicado na região do Setor Habitacional Taquari, situada na Bacia do Lago Paranoá. Espera-se que esses procedimentos sejam úteis ao processo de planejamento e de projetos e nas tomadas de decisão dos comitês de bacias hidrográficas.
CONEXÃO DOS PADRÕES ESPACIAIS DOS ECOSSISTEMAS URBANOS A construção de um método com enfoque transdisciplinar para o processo de desenho urbano sensível à água no nível da comunidade e da paisagem. ANDRADE, Liza Maria Souza de. Conexão dos padrões espaciais dos ecossistemas urbanos: a construção de um método com enfoque transdisciplinar para o processo de desenho urbano sensível à água no nível da comunidade e da paisagem. 2014. 544 f., il. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
A Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano - SEDHAB, órgão responsável pelo planejamento urbano e territorial do Distrito Federal - DF, possue, dentre suas competências, a prerrogativa de definir as diretrizes urbanísticas para novos parcelamentos urbanos, nos termos da Lei Federal nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano, e do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT, Lei Complementar nº 803, de 25 de abril de 2009. As diretrizes urbanísticas se caracterizam como uma das ferramentas de planejamento urbano e territorial, sendo elaboradas à luz das estratégias de ocupação do território do Distrito Federal.
O presente documento, elaborado pela Gerência de Estudos Territoriais – GETER, da Diretoria de Planejamento Urbano - DIPLU, unidade subordinada à Subsecretaria de Planejamento Urbano – SUPLAN, estabelece as diretrizes urbanísticas para o Setor Habitacional Taquari - Etapa II. Estas diretrizes devem ser observadas na elaboração do respectivo plano de ocupação e projetos urbanísticos, desde sua fase de estudo preliminar, e apresentam validade de 4 (quatro) anos, podendo ser reavaliadas em prazo inferior ao previsto em decorrência de interesse público ou mudanças de legislação que impliquem alteração de uso e ocupação do solo.
A cidade de Brasília sente a necessidade de se expandir e gerar novos setores urbanizados,
uma dessas áreas propostas fica na Serrinha do Paranoá (porção norte da Bacia do Paranoá), onde há
várias nascentes e córregos que deságuam no Lago Paranoá, que a cada dia tem maiores
importâncias para todo o Distrito Federal, e que em breve será também utilizada para o
abastecimento da cidade. O setor a ser implantado ali é o Taquari, que foi dividido em duas etapas; a
1ª Etapa tem 3 Trechos, o primeiro está em construção, o Trecho II é o próximo, e por isso ganhou
foco nessa pesquisa. Durante o planejamento de um setor geram-se conflitos de interesses entre
órgãos, comunidade, empresas, etc, no âmbito socioambiental; essa região, em especial, causa
muitos conflitos, pois é privilegiada por sua proximidade com o Plano Piloto, mas também é muito
frágil ambientalmente, e qualquer dano que ela sofre afeta, não só a biodiversidade local, mas
também a qualidade e quantidade de recursos como a água, sendo que a proposta de adensamento
populacional possa não ser a mais adequada à região. Sendo assim, o intuito dessa pesquisa é
identificar esses conflitos e analisá-los para facilitar a mediação dos mesmos antes que o mau
planejamento afete definitivamente o ambiente. Para isso se utiliza da metodologia de mediação de
conflitos de Theodoro et al. (2005) em que se analisa os elementos dos conflitos (atores, objeto,
natureza e dinâmica) separadamente. De modo que se percebe a importância da preservação
ambiental, para que num futuro não falte recursos naturais, principalmente a água, e para que isso
aconteça, provavelmente a melhor solução seja a implantação de um Corredor Ecológico que
interligue as Unidades de Conservação presentes na parte norte do Lago Paranoá passando pelos
cursos d’água presentes nessa área. Quanto mais Unidade de Conservação e fragmentos de
ecossistemas naturais forem interligados, melhor para a biodiversidade e perpetuação dos recursos
naturais, com planejamento adequado para os usos dos recursos e desenvolvimento sustentável.
Ministério Público do Distrito Federal, CRDS Lago Norte, Oca
do Sol, Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranoá, SEMA/DF, ECMBio, TERRACAP e IBRAM.
Tem como objetivo apresentar a construção de um modelo de diretrizes para o
enfrentamento da crise hídrica em Brasília, com foco na preservação da bacia do
Lago Paranoá no contexto da Serrinha do Paranoá.